12/03/2021

5 sinais de alerta para doenças nos rins

Ao pensarmos sobre a saúde de nosso corpo, frequentemente não damos a atenção necessária aos rins. Porém, este pequeno órgão é essencial para o organismo, tendo diversas funções relacionadas à qualidade do sangue. 

As Doenças Crônicas Renais, ou DCRs, são todas as patologias que afetam os rins durante três meses ou mais. O problema é que os rins têm estruturas fortes, e os sintomas raramente aparecem nas fases iniciais

Para descobrir a doença precocemente, é necessário observar indicadores nos exames de sangue e urina. A creatinina sanguínea nos auxilia a aferir a filtragem do órgão, enquanto a identificação de sangue, proteínas e outras substâncias na urina indicam diferentes problemas.

Ao perceber sintomas que possam estar relacionados à falha renal, é vital buscar um médico. Normalmente, a presença de apenas um sintoma não confirma o diagnóstico, mas a junção de vários fatores poderá ajudar no descobrimento da doença. 

Confira a seguir os principais sinais de alerta para doença nos rins, tratamentos e prevenções:

5 sintomas que indicam doenças nos rins

Sangue na Urina

No campo médico, a presença de sangue na urina chama-se hematúria. Existem dois tipos: a hematúria macroscópica (visível a olho nu) e a hematúria microscópica (sangue que não vemos sem realizar o exame).

A presença desse sintoma está relacionada a várias patologias, nem todas diretamente conectadas aos rins. Porém, a combinação de sintomas com a presença de hematúria pode indicar:

  • Câncer renal;
  • Cálculo renal;
  • Infecção urinária;
  • Doenças nos glomérulos renais;
  • Doença policística renal;
  • Trauma renal;
  • Sobrecarga ou lesão por uso de medicamentos;
  • Excesso de cálcio.

Urina espumosa

A mudança no padrão de espuma da urina, geralmente seu aumento excessivo, pode significar doença nos rins. Também é aconselhável observar se a espuma está demorando mais tempo para desaparecer. 

Geralmente, isso acontece devido ao aumento de proteínas na urina. Se há proteína em excesso sendo excretada, é sinal que o corpo está perdendo substâncias importantes para a sua manutenção. Essa condição se chama proteinúria.

A presença desse fator pode indicar:

  • Diabetes Mellitus;
  • Doenças do glomérulo;
  • Eclâmpsia ou pré-eclâmpsia;
  • Hipertensão arterial.

Inchaço (edemas)

Em seu funcionamento normal, os rins são responsáveis por controlar a quantidade de água e sódio no sangue. Quando isso não acontece, o excesso de líquidos acaba sendo “armazenado” no sistema linfático, e seu acúmulo em excesso causa inchaço, ou edemas, nas regiões. 

É comum que este quadro esteja relacionado à insuficiência renal. Com o tempo, os edemas representam perda de proteínas, gerando a síndrome nefrótica. 

Visualmente, o inchaço ocorre nos tornozelos e pés, subindo em direção à coxa conforme a insuficiência se agrava. Em seus estágios mais avançados, pode ocorrer acúmulo de líquido nos pulmões, o edema agudo do pulmão.

Cansaço, perda de apetite, anemia

Os rins são responsáveis por produzir o hormônio eritropoietina, que estimula a criação de hemácias para o sangue. Ao sofrer alguma lesão comprometedora, há uma queda na produção dessa substância. Isso é observado em casos de insuficiência renal crônica. 

A falta de eritropoietina e, consequentemente, o desequilíbrio sanguíneo levam à anemia. Devido ao sintoma, o paciente passa a se sentir cada vez mais cansado, com pouco fôlego

O aumento da acidez no sangue, combinado com a retenção de toxinas, também causam a falta de apetite, coceira na pele e formigamentos. É normal que, em estágios avançados, o acúmulo de substâncias tóxicas deixe o paladar com gosto metálico

  Dor nas costas

Na cultura popular, a dor na parte lombar das costas está associada com patologias renais. Apesar de ser um sintoma, é necessário saber diferenciar a dor óssea ou muscular da dor nos rins, uma vez que o primeiro cenário é o mais comum. 

 A maioria das DCRs não causam problemas nas costas. Porém, o cálculo renal, infecção urinária e a doença policística renal são alguns exemplos que podem causar forte dor lombar. 

Para diferenciar, verifique se sua dor tem ou não relação com os movimentos do tronco. Dores nos rins não têm relação com a movimentação, e apresenta-se intensa mesmo quando o paciente está parado. 

Depois, julgue se sua dor tem a sensação de queimação e pontadas, como as musculares, ou se é aguda e perfurante, como a renal. 

Qual é o tratamento para as doenças renais?

Ao identificar anormalidade nas funções renais, o primeiro passo é seguir o encaminhamento para um Médico Nefrologista. Ele será o responsável por confirmar o diagnóstico e guiar o melhor tratamento para cada caso. 

Para obter uma melhor visão do órgão, é possível que sejam requeridos exames mais específicos. A punção e a biópsia poderão coletar material para análise de maneira pouco invasiva. Enquanto isso, uma avaliação da Composição Corporal pode ser realizada para avaliar o quadro geral do paciente. 

O pós-diagnóstico varia de acordo com a especificidade de cada caso. No geral, toda pessoa que tem ou passou por problemas renais deve tomar cuidado especial com a glicose e com a pressão arterial, além de realizar exames e consultas regulares. 

Em casos avançados, as principais opções são o transplante e a diálise. Caso a primeira alternativa não seja viável, é função do Nefrologista encaminhar às hemodiálises, sessões com máquinas que passam a cumprir a função renal. 

Como prevenir doenças nos rins?

Realizar exames de sangue e urina ao menos uma vez ao ano é fundamental para aferir a saúde de todo o corpo. Quem tem histórico familiar de diabetes, hipertensão ou doenças nos rins deve ter atenção redobrada e seguir as orientações de seu médico. 

Existem algumas atitudes que auxiliam no melhor funcionamento dos rins. Elas garantem sua melhor performance ao ativar seu metabolismo e evitar sobrecargas. Confira:

  • Controle da pressão arterial;
  • Evitar o excesso de sal e gorduras processadas;
  • Tomar 2L de água todos os dias; 
  • Não fumar;
  • Cuidar da nutrição;
  • Controlar os níveis de glicose;
  • Evitar medicamentos que fazem mal para os rins;
  • Praticar atividades físicas regulares.

Para realizar seus exames, conte com uma equipe qualificada e acolhedora. Conheça o suporte CEDIP!

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