31/03/2021

Conheça melhor o Transtorno do Espectro do Autismo

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma desordem no desenvolvimento neurológico que atinge 20 em cada 10 mil pessoas. Geralmente percebida na primeira infância, ela causa sintomas bastante característicos que, na maior parte dos casos, são identificados pelos pais da criança até os primeiros 3 anos.

Mais comum em homens do que em mulheres, o autismo ocorre devido um desenvolvimento anormal, e influencia principalmente o comportamento, a comunicação e as interações sociais do paciente. Apesar de ser identificado na infância, ele acompanha o indivíduo durante todas as fases da vida.

Quais são os tipos?

Antes de mais nada, é preciso ressaltar que o autismo se manifesta em diferentes intensidades. Justamente por essa razão, ele é acompanhado pelo termo “espectro”. No geral, o autismo é separado em três níveis:

  • Alta funcionalidade: esse é o nome dado a casos leves. Ou seja, o autismo não impede o indivíduo de realizar atividades básicas, como estudar, trabalhar e se relacionar.
  • Média funcionalidade: nesse nível, o paciente é um pouco mais dependente. Ele geralmente precisa de ajuda para realizar algumas tarefas cotidianas, como tomar banho e preparar sua própria refeição.
  • Baixa funcionalidade: esses são os casos mais graves, quando a pessoa precisa de ajuda especializada durante toda a vida.

Características

Você já sabe que o autismo influencia diretamente no comportamento das pessoas que possuem essa desordem. E os sinais que ele causa podem ser percebidos quando a criança ainda é um bebê.

Não gostar de mudanças na rotina, não manter contato visual com outras pessoas, apresentar hiperatividade física e se isolar de outras crianças são alguns dos sintomas mais comuns. Eles fazem parte de um conjunto de comportamentos que podem acompanhar o indivíduo durante toda a sua vida. 

Os principais sinais são:

  • Padrões repetitivos e restritos;
  • Dificuldade para interagir socialmente, incluindo contato visual, expressões, gestos, fazer amizades e demonstrar emoções;
  • Problemas em se comunicar, seja na linguagem verbal ou corporal;
  • Repetição de linguagens e bloqueios antes de iniciar um diálogo;
  • Apego à rotina e a certas manias;
  • Ações repetitivas;
  • Fixação por interesses específicos;
  • Hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos sensoriais.

É importante ressaltar que, como cada paciente apresenta intensidades diferentes do transtorno do espectro do autismo, os sintomas também podem ser bastante particulares. E, além de influenciar a forma como a pessoa se comporta, se expressa e se relaciona, o autismo ainda pode vir acompanhado de fobias, agressividade, problemas no sono e na alimentação.

Uma boa notícia

Não podemos deixar de citar que as pessoas que desenvolvem TEA também possuem habilidades incríveis. Elas têm grande facilidade para o aprendizado visual, são atentas aos detalhes e têm uma memória acima da média. Sem falar que também realizam atividades com exatidão e conseguem manter a concentração por um longo período.

Causas

Apesar de haver muitas pesquisas sobre o assunto, os especialistas ainda não conseguiram descobrir ao certo quais são as causas do autismo. Inclusive, não existem provas de que o TEA seja causado por questões psicológicas.

Em contrapartida, existem diversos estudos sobre a influência dos genes no transtorno. A maioria deles busca descobrir se ocorrem mutações espontâneas durante o desenvolvimento do bebê, enquanto ele ainda está na barriga da mãe.

Porém, o histórico familiar seria responsável somente por 50% das chances de uma pessoa ter autismo. Outros fatores como estresse, infecções, substâncias tóxicas e outras complicações durante a gestação podem ter o mesmo peso. 

Diagnóstico

Na maior parte dos casos, os pais são os primeiros a perceberem os sinais de autismo. Quando eles recorrem a um médico, nenhum exame laboratorial é feito. O especialista geralmente faz uma série de perguntas e verifica o histórico do paciente para fazer o diagnóstico.

Vale ressaltar que algumas famílias podem demorar anos para perceberem que a criança possui o transtorno. Isso pode ser prejudicial para o paciente, já que vai demorar mais tempo para começar a receber uma educação especial e o tratamento correto.

Tratamento

O tratamento do TEA varia dependendo do caso. Por esse motivo, nem sempre são receitados remédios. Porém, o tratamento sempre conta com uma equipe multidisciplinar. Esse é um trabalho em conjunto que pode contar com diversos especialistas, como: pediatra, psiquiatra, neurologista, dentista, psicólogo, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e orientador familiar.

Mas, é importante ressaltar que a família é a base. Por isso, é fundamental que os familiares busquem apoio e procurem se informar ao máximo sobre o assunto. Além disso, vale lembrar que, mesmo que o autismo acompanhe a pessoa por toda a vida, com a dedicação dos profissionais responsáveis e dos familiares, seus efeitos podem ser minimizados.
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