20/02/2020

Fevereiro Roxo – Fibromialgia

Celebra-se, durante o mês de fevereiro, a campanha Fevereiro Roxo. Criada em 2014, na cidade de Uberlândia (MG), ela busca conscientizar a população sobre Alzheimer, fibromialgia e lúpus, três doenças crônicas graves, mas que carecem de informação.

Apesar de não terem cura, todas essas três patologias podem ser tratadas e, dessa forma, melhorar a qualidade de vida do portador. Quando diagnosticadas precocemente, o tratamento consegue ser mais eficaz.

Entretanto, o diagnóstico precoce esbarra na falta de informação, já que muitas pessoas confundem  — e até mesmo desconhecem — os sintomas. Por isso, este artigo busca trazer esclarecimentos e orientações acerca da fibromialgia.

O que é fibromialgia

Crônica, ou seja, sem cura, a fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética, de intensidade e duração variadas, e que pode afetar diversas partes do corpo.

Por conta dessas crises de dor, na maioria das vezes nas articulações, a pessoa pode relatar episódios de fadiga, cansaço, insônia, sensibilidade muscular, ansiedade e depressão.

A ciência ainda não tem uma resposta conclusiva sobre a causa da fibromialgia. Sabe-se, apenas, que o público feminino é o mais afetado. Cerca de 80% dos portadores dessa doença são mulheres, entre 30 e 50 anos.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 2,5% da população brasileira convive com fibromialgia. Parcela relativamente semelhante ao restante do mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença afeta 3% das pessoas.

Principais sintomas de fibromialgia:

  • Dores generalizadas no corpo, principalmente nas articulações;
  • Distúrbios do sono;
  • Fadiga mesmo sem ter feito qualquer atividade;
  • Cansaço;
  • Indisposição;
  • Alterações na memória;
  • Sensibilidade das articulações ao frio.

Diagnóstico

Por não ter uma causa conhecida e como não há um exame específico que detecte essa doença, o diagnóstico de fibromialgia é feito por meio de exclusão de outros problemas de saúde. A orientação é procurar um médico assim que os sintomas surgirem.

Normalmente, detecta-se a doença avaliando os sintomas indicados pelo paciente e exames físicos que identificam pontos de dor pelo corpo. Exames de imagem laboratorial podem ser solicitados para identificar as possíveis causas das dores.

Quando o especialista não consegue fazer essa identificação, mas o paciente continua se queixando das dores, é diagnosticado fibromialgia.

Tratamento

Apesar de não ter cura, o tratamento de fibromialgia é fundamental para a saúde do paciente. Por meio dele, é possível controlar/atenuar as dores, restaurar o sono e até mesmo resolver problemas psicológicos causados em decorrência das dores, como ansiedade e depressão.

O tratamento — que só pode ser prescrito por médico especialista — pode incluir medicamentos para dor (analgésicos e relaxantes musculares), antidepressivos e ansiolíticos. Todavia, o principal tratamento da fibromialgia é a prática de exercícios físicos.

A atividade física fortalece a musculatura, atenua os sintomas, reduz as crises de dores generalizadas. Além disso, o exercício libera um hormônio chamado endorfina, responsável pela sensação de bem-estar. Acupuntura, meditação, fisioterapia e terapia ocupacional também são indicadas para tratar esta doença.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, Blog da Saúde do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Reumatologia.

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