07/05/2021

Maio Roxo – Conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais

O dia 19 de maio é considerado o Dia Internacional da Doença Inflamatória Intestinal. Por esse motivo, existe o Maio Roxo. Nesse período, profissionais e instituições de saúde realizam uma campanha em prol da conscientização e prevenção das doenças inflamatórias intestinais. 

De acordo com o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil, 13 em cada  100 mil brasileiros já possuíam uma doença inflamatória intestinal em 2018. E apesar de haver uma baixa prevalência, o número de casos foi aumentando nos últimos anos. Por essa razão, se tornou fundamental conscientizar a população sobre essas doenças.

O que são doenças inflamatórias intestinais?

As doenças inflamatórias intestinais, também conhecidas pela sigla DII, são patologias crônicas que causam lesões nos órgãos e tecidos que compõem o sistema digestivo. Cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo possuem esse tipo de doença e, apesar de não serem fatais, elas requerem tratamento para evitar o agravamento do quadro.

Além de poderem causar úlceras, sendo necessário internação ou cirurgia, as DII também aumentam as chances dos pacientes desenvolverem câncer intestinal. Sendo assim, é importante realizar um acompanhamento constante, com exames periódicos, para avaliar qualquer tipo de alteração.

Quais são as doenças inflamatórias intestinais mais comuns?

Existem duas DII que são mais comuns: a retocolite ulcerativa e a Doença de Crohn. Ambas afetam partes do sistema digestivo e podem causar sintomas semelhantes, como diarreia, dor abdominal, fadiga e perda de peso.

  • Retocolite Ulcerativa: essa doença causa inflamação de longa duração e úlceras (feridas) no intestino grosso e reto. Ela atinge 46% dos pacientes com doenças inflamatórias intestinais. 
  • Doença de Crohn: na Doença de Crohn, a inflamação ocorre no revestimento do trato digestivo e se espalha profundamente. Ela atinge 53% dos pacientes com DII e pode acontecer em qualquer parte do tubo digestivo, desde a boca até o ânus.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns de DII são:

  • Diarreia;
  • Febre;
  • Fadiga;
  • Cólicas intestinais;
  • Dor abdominal;
  • Sangue nas fezes;
  • Apetite reduzido;
  • Perda de peso não intencional.

Como você pode notar, os sintomas das doenças inflamatórias intestinais variam conforme a gravidade. Além disso, vale ressaltar que eles não são constantes. Justamente por ficarem um tempo inativos, o paciente tem a sensação de que o mal-estar passou, achando não ser necessário consultar um médico. 

Quais são as principais causas?

Mesmo após muito tempo de estudo, os especialistas ainda não detectaram uma causa específica para as doenças inflamatórias intestinais. Entretanto, existem alguns fatores que podem agravar os sintomas. Os principais deles são o estresse e a dieta. Nenhum desses são causadores da doença, mas podem prejudicar ainda mais o bem-estar do paciente.

Com relação às causas, algumas pesquisas apontam que o mau funcionamento do sistema imunológico pode causar DII. Afinal, quando esse está combatendo um vírus ou bactéria, pode ocorrer uma resposta anormal, fazendo com que o sistema imunológico atinja também o trato digestivo.

Quais são os fatores de risco?

  • Idade: o diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais geralmente é feito dos 15 aos 40 anos. Porém, há casos em que o paciente não desenvolveu a doença até chegar aos 50 ou 60 anos de idade.
  • Histórico familiar: se algum parente próximo (pai, mãe ou irmãos) possui a doença, a probabilidade de você também desenvolvê-la pode aumentar.
  • Cigarro: esse é um dos fatores de risco mais simples de controlar e também o mais importante para evitar DII, especialmente a Doença de Crohn.
  • Medicamentos: medicamentos anti-inflamatórios não esteróides como ibuprofeno, naproxeno sódico e diclofenaco de sódio podem aumentar as chances do desenvolvimento de doenças inflamatórias intestinais. Além disso, eles também podem piorar o quadro de quem já foi diagnosticado com uma doença desse tipo.
  • Fator ambiental: há alguns estudos que citam o fator ambiental como um risco para o desenvolvimento de uma DII. Isso se deve especialmente pelo aumento de casos em países desenvolvidos. A dieta rica em gordura, alimentos refinados e processados, além do clima frio, também parecem influenciar nos quadros dos pacientes.

Quais são as possíveis complicações?

Tanto a colite ulcerativa quanto a doença de Crohn podem levar a complicações. Dentre os agravamentos, que ambas as doenças podem causar, estão: câncer de cólon, inflamação na pele, nos olhos e nas articulações, efeitos colaterais de medicamentos, colangite esclerosante primária e coágulos de sangue.

Porém, também existem algumas complicações específicas para cada doença. São elas:

  • Complicações da Doença de Crohn: obstrução intestinal, desnutrição, úlceras, dístulas e fissura anal.
  • Complicações da colite ulcerativa: megacólon tóxico, perfuração de cólon e desidratação grave.

Vale ressaltar que as doenças inflamatórias intestinais não têm cura. Porém, ainda assim é fundamental buscar um médico quando for percebida qualquer alteração nos hábitos, especialmente se os sintomas forem persistentes. Afinal, somente após o diagnóstico de um especialista, o paciente poderá utilizar medicamentos e adotar novos hábitos que podem melhorar muito sua qualidade de vida e reduzir as chances de agravamentos.
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